LSD na cabeça do roteirista que inventou a estória de um agrupamento militar sob o lema paz e amor, que operava por telepatia e paranormalidades afins.
Deus do céu.
Não vale a pena.
Pra não dizer que é todo ruim, tem a cena da cabra: o sujeito mata a cabra com a força do pensamento.
As estórias de Almodóvar oscilam entre o genial e o sem sentido.
E, neste filme, ele está mais para sem sentido, do que para gênio.
Nem Penélope Cruz vale o filme.
A chatíssima estória de um cineasta que se apaixona por uma atriz que, por sua vez é casada com um milionário, que, por sua vez, a tinha como secretária, que, por sua vez, precisou dele para custear o tratamento do pai etc, etc, é um círculo confuso de informações cujo nexo é forçado.
Salva o filme do absoluto chatismo a primeira cena.
A loira espetacular.
Para não ser cruel demais, Almodóvar tem o merecimento de cuidar dos sentimentos mais básicos do ser humano, extremá-los e compor daí estórias que, por mais absurdas que sejam, decorrem de coisas normais.