É a biografia de Roberto Carlos Ramos, um contador de histórias mineiro.
Trata de sua infância na FEBEM e nas ruas de BH.
Revela a dádiva de haver encontrado uma francesa, Margherithe, que se dispôs a cuidar dele como se filho fosse.
(Não dá pra dizer se o adotou; provavelmente, não).
O filme não tem maniqueísmos, é bem narrado e, apesar de óbvio, não cai no monótono.
É bonito, bem cuidado esteticamente (a pobreza tem cara de pobreza, a FEBEM tem cara de FEBEM, as ruas têm cara de ruas e meninos de rua têm cara de meninos de rua).
Figurino impecável (os anos 70 no Brasil tinham uma estética muito esquisita).
O elenco bem demais, especialmente Maria de Medeiros.
O final - quando as letrinhas estão subindo - ficou jóia: o próprio Roberto Carl os Ramos contando uma história (eu acho que ele é contador de estórias, com e, mas posso ser apenas um fanático de uma filigrana de dicionário).
Vale a pena.
Uma produção nacional qualificada.
Trailer e crítica (cuidado com Isabela Boscov: ela conta detalhes demais do filme - eu só vejo depois que assisti a película):